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Porta dos Fundos e o Especial de Natal: liberdade de expressão

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Comments
  • Achei o especial uma merda. Não vi graça alguma, pq achei as piadas sem graça. Agora, proibir a exibição beira o absurdo.

  • Estamos vivendo o fim dos tempos isto foi um censura teocrática, tomara que derrubem esta liminar o mais rápido possível pois tal decisão não tem amparo na lei nem com Código Penal e nem Constituição Federal foi um decisão baseada na pessoalidade, que em nossas leis falam que tem ser impessoal. Foi um uma afronta a liberdade de expressão e também ao Estado Laico.
    Valeu Professores Rodolfo por mais esta bela aula.

  • Como eu amo esse canal e a coerência e o estudo desses professores espetaculares. Obrigada por partilhar conteúdos tão pertinentes. Melhor canal do YouTube. 💜

  • O proibicionismo leva ao efeito efeito streisand, UDR 666, Verdinha da Ludmilla, HQ do beijo Gay, Especial de Natal, tiveram um consumo extremamente maior pela simples menção a censura, ou ao pedido de censura. Nenhum deles teriam tanta exibição e propaganda grátis se não fosse pela tentativa de suprimi-los. Além disso a censura da sátira, abre portas para censura a critica e de materiais de ensino, por exemplo teve alguns canais de história que tiveram suas aulas sobre nazismo e segunda guerra mundial deletados porque o algorismo que verifica incentivo e apologia não consegue distinguir de conteúdos de ensino.

  • Pode falar qualquer coisa desse professor, mas nunca vi alguém pegar um assunto e destrinchar com tanta facilidade e clareza assim

  • Uma explicação mais simples, objetiva e consciente do que essa ainda não vi. Valeu Rodolfo, ajudou muito

  • Pois é, liberdade x responsabilidade. Os frutos virão sempre. Se a pessoa não se importa com sua reputação ok. Depois não reclame quando não é chamado para bons trabalhos.

  • Essa teoria é linda mas na prática não funciona, uns aceitam td que o outro fala, mas quando é favorável ao outro pronto, querem calar. E suprimir, não é a toa que só se conhece escritores que defendem o marxismo. Por mim não estou nem aí deixa esses desrespeitosos fazerem como querem, não assisto, não dou ibope.

  • acho que o mesmo direito que o cristão tem de ter a fé dele, no Deus dele, eu tenho o meu direito de assistir o que eu quiser, sendo cristã ou não e de não acreditar em Deus nenhum. Esse é o meu direito e a mim não foi violado nada pois nem em religião eu acredito.. As pessoas falam tanto dos extremistas do oriente médio, e não percebem que por aqui também tem vários extremistas disfarçados. isso é um absurdo. Daqui a pouco só vou poder ver, assistir, ler o que a fé cristã deixar? Ao proibirem o porta dos fundos, onde fica o meu direito de assistir o que não viola os meus direitos? É como se você tivesse que escolher, o direito de quem você vai tirar pra garantir ao outro que ele possa ter o direito dele prevalecendo. isso é uma tremenda cagada… religião é a desgraça do mundo.. A fé não, mas a religião sim.. eu não preciso de religião para crer ou ter fé..

  • "Ademais, não vejo como, em uma democracia, censurar o direito de manifestação de quem quer que seja. Gostar ou não gostar. Querer ou não querer, aceitar ou não aceitar" disse o desembargador Benedicto Abicair em sua decisão contra censura ao presidente Jair Bolsonaro em 2017 acusado de racismo e homofobia.
    🤔🤔🤔
    Relembrar é viver
    https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/01/09/desembargador-que-tirou-porta-dos-fundos-do-ar-foi-contra-censura-a-bolsonaro-em-acao-por-homofobia.ghtml

  • A Irlanda tirou de sua constituição o crime de blasfêmia. Entendeu que é uma lei retrógrada, herança medieval e que sempre só ofende a maioria (vide religiosos chamando práticas de abominação, demoníacas livremente e protegidos pela dita 'liberdade religiosa e de culto'). A Espanha por outro lado tem leis contra a blasfêmia não apenas, mas o crime de ofensa ao rei é punível com prisão (ano passado teve um rapper que teve que fugir pra Bélgica, também uma monarquia pra não ser preso porque em sua música criticou o rei espanhol). Não é atoa que a Espanha é um dos países mais inadequados da Europa Ocidental.

  • Sou indiferente à decisão da justiça, mas ali não há opinião alguma; há somente uma ofensa a um líder religioso, que é central na vida de milhões de brasileiros. É como eu fazer um filme sobre a sua bisavó, retratando-a como uma prostituta e o seu avô como um gay promíscuo, sem que estas posições tenham qualquer conexão com a realidade. Onde está a opinião? Eu só estaria defenestrando seus antepassados.

  • Para todas as suas perguntas Rodolfo, a minha resposta é não, o Especial de Natal do Porta dos Fundos não ofende a minha crença em Jesus.

  • Ótimo vídeo e, como sempre, muito esclarecedor! Perfeitas análises! No entanto, o senhor falou algo no qual eu sempre considero uma afirmação um tanto quanto perigosa, na hora de afirmar que o especial do Porta Dos Fundos está dentro das características do que é uma comédia. Sendo assim, por exemplo: Uma pessoa vai lá, pega o genocídio cometido pelos nazistas ao longo da Segunda Guerra Mundial que vitimizou milhões de pessoas, e decide fazer um filme. Nesse filme essa pessoa zomba do ocorrido, zomba das vítimas, das mortes, zomba de tudo… Como se trata de uma comédia, então isso estaria dentro das características mencionadas pelo senhor nesse vídeo?

  • Concordo Rods. Sou cristão, n tenho interesse em ver o filme, mas é um absurdo querer censurá-lo. É uma violação direta à liberdade de expressão. E uma grande hipocrisia dos autores do ataque também.

  • Mestre, estou extremamente satisfeito e feliz por ser representado de forma tão completa através de sua explanação. Te sou muito grato.

    Mais uma pergunta:
    Se algum dia o Brasil não for mais em sua maioria um país cristão, poderei exigir a proibição de conteúdos religiosos cristãos em redes sociais ?

  • Fico pensando. Parece que algumas pessoas leem partes da bíblia e escondem outras. A moral cristã posta em prática só até quando interessa. A parte que fala de amor foi queimada junto com os coqueteis molotov? As regras são seguidas até quando é conveniente. Existe uma marca forte de hipocrisia nessas pessoas supostamente cristãs, mas de mentalidade violenta.

  • É uma ofensa, claro! E haverá sempre quem ache graça neste tipo de coisa. Mas proibir a exibição do conteúdo coloca o Brasil numa posição ridícula (e sabemos que outros países fariam ainda pior que isso), espero que a decisão seja revertida o mais rápido possível.
    O Porta dos Fundos seguramente simpatiza com este tipo de exposição. Será um marco para eles, estão fazendo história com material de mal gosto… assisti hoje, achei uma droga, pelo menos poderia realmente ter sido engraçado.

  • Existe uma linha muito tênue entre humor e desrespeito. Piadas sobre negros , homossexuais, loiras, religião, portugueses, nordestinos… , se não souberem ou não tiverem sensibilidade para fazer é melhor procurar outra coisa para fazer.

  • Hoje o que mais temos são especialistas em coisa alguma. (Rodolfo Neves)

    Isso resume a parcialidade de muitos comentários até aqui mesmo. Ponham suas convicções de lado quando forem opinar ou ouvir a opinião de um terceiro, assim conseguido dialogar, e não brigar. O H. O. é fonte segura.

  • "Posso não concordar com o que dizes, mas defenderei até a morte o direito de dizê-lo" – Voltaire. Discordo totalmente sobre o conteúdo do filme, acho irônico essa tendência deles de sempre satirizar a religião cristã e ignorar as outras, enfim… Mas me oponho a decisão do desembargador em proibir, vito que, como abordado no vídeo do HO, em nenhum momento o Porta dos Fundos proibiu alguém de exercer sua fé. Se eu não gosto do conteúdo deles, simplesmente não assisto.

  • Rodolfo, tive 2 anos de aula com você no Poliedro e aprendi muito. Já estou na faculdade, mas continuo acompanhando os vídeos do canal, porque os conteúdos expostos aqui são para a vida! Muito obrigada por fazer o que você faz.

  • Professor, quando cristãos expõem o pecado da homossexualidade, eles estão sendo homofobicos ou fazendo uso da liberdade de expressão/religiosa?.

  • Como sempre, maravilhoso!! Parabéns !
    Amei o seu ponto sobre a incapacidade de frustração hoje em virtude das novas formas de consumir conteúdo.
    Conversei com a minha irmã sobre esse ponto dias atrás.

  • Acredito que Liberdade , Não está vinculada com ações sem limites, ato irracional. O ato do Porta…, acredito , não se protege na livre expressão de pensamento pois não é uma criação original, de própria autoria, eles buscaram se expressar de fatos pré existentes, sagrados, seria como invadir o teu quintal e usar os teus pertences. Liberdade de forma erradamente interpretada te proporciona o ato te tirar a vida de outra pessoa,pelo bel prazer de poder fazer, por existe a polícia, as leis, como controle!!

  • Pensar que liberdade vale pra qualquer coisa, pegar e fazer o quer, agredir… É puramente primitivo e irracional, igual até os animais mas eles pegam por instinto de sobrevivência. A própria biblia discerni com bastante sabedoria sobre o livre arbítrio mostrando a consequência do que é feito sem inteligência.

  • Acho que por fazer humor sobre todas as coisas que o Brasil tá assim. Nada se leva a sério…então todos querem se beneficiar pois nada é sério, o humor pode ser uma otima forma de se desestressar,mas as vezes é uma forma de se lançar uma idéia com cunho destrutivo,uma sementinha da discódia dita na brincadeira, mas lá no fundo expressa o desprezo por alguma coisa. Enveludada no cinismo da anedota.

  • Olá, pessoal! Rodolfo escrevendo aqui.

    Sobre o vídeo referente ao episódio "Porta dos Fundos", tenho algumas considerações que gostaria de deixar expostas aqui.

    1. É fundamental que o vídeo seja assistido em sua íntegra. Percebo que alguns comentários colocam questões que estão respondidas no próprio vídeo. Uma delas, por exemplo, faz referência aos limites do humor. Discordo das falas de alguns humoristas que entendem o humor como uma esfera desprovida de limites. Um deles, em específico, sempre se escuda nesse argumento, dizendo que o o conteúdo de suas piadas são apenas humor e não devem ser levadas à sério, afinal de contas, ele é "apenas um humorista", como se a condição de humorista o isentasse de responsabilidade pelo conteúdo que expressa. Ora, com dito no vídeo, a partir do momento que um conteúdo exposto no exercício da liberdade da expressão viola algum direito fundamental e, portanto, a cidadania de outro ou outros indivíduos, o autor do comentário deverá responder pelo conteúdo de sua expressão. Nesse sentido, está preservado o direito do comediante à liberdade de expressão (função do Estado de Direito, qual seja, preservar o direito do cidadão) e também está salvaguardado possíveis indivíduos que seriam violados em seus direitos devido ao conteúdo veiculado pela piada (mais uma vez, a função do Estado de Direito de preservar os direitos dos cidadãos). No vídeo, citei que conteúdos como o racismo não são adequados a uma sociedade democrática pois partem do pressuposto que determinadas pessoas são inferiores e, consequentemente, não merecedoras dos mesmos direitos dos "cidadãos de bem". Ora, a meu ver, o comediante, ao contar a piada, exerceu sua liberdade de expressão e nenhuma censura prévia foi feita a ele. Ao mesmo tempo, se o conteúdo de sua piada tem como elemento cômico a afirmação de que determinadas pessoas são inferiores por alguma característica (racial, de fé, etc.), ele deverá responder pelo conteúdo veiculado diante de possíveis ações. A questão aqui é: O especial do Porta dosFundos fez isso com os cristãos?

    2. Alguns argumentam que "não há direito absoluto". De fato, o direito deverá sempre ser interpretado a partir dos valores e dos objetivos que constituem a sociedade na qual os indivíduos convivem. Contudo, noto que esse argumento de que "nenhum direito é absoluto", usado de forma arbitrária, traz mais prejuízos do que ganhos em termos de sociabilização. Um dos argumentos clássicos desta linha de pensamento é: nem o direito à vida é absoluto, vide as situações de guerra. Ora, aqui temos um estratagema típico da retórica, da erística: tomar a exceção pela regra. Uma guerra é uma situação de exceção, na qual, por motivos mais do que óbvios, a normalidade da conduta e da convivência está suspensa. Tomar a exceção pela normalidade é recurso comum em discursos que visam convencer, não esclarecer. É o famoso caso do avô fumante: "meu avô fumou até os 95 anos e não teve câncer". Ora, mas este é um caso, isolado, uma exceção. Estatisticamente, o número de pessoas que desenvolve algum tipo de tumor devido ao consumo do cigarro é muito mais relevante do que o caso "meu avô". Penso que temos que
    tomar cuidado com esse tipo de argumentação pautada na exceção como justificativa argumentativa.

    3. Particularmente, não achei engraçado o especial de natal do Porta dos Fundos. E o fato de eu, particularmente, não ter achado
    engraçado, não significa que quem achou engraçado está errado. A apreciação de um conteúdo de humor é também um exercício de subjetividade. É só pensar no antigo formato do televisivo Zorra Total, ou mesmo da Praça é Nossa. São humorísticos que, por óbvio, não agradam a todos. E nem por isso deixam de ser humor. Em tempos de redes sociais, é normal um aumento daquilo que Durkheim chamaria de "densidade social": aumentamos o volume de comunicação entre os indivíduos. Consequentemente, estamos expostos a visões distintas das nossas, dos valores constitutivos do grupo ao qual fazemos parte. É exercício de tolerância entender que caso um conteúdo me desagrade, mas não fira nenhum direito individual ou coletivo, tal conteúdo pode ser veiculado. O gosto e a opinião são elementos mais reativos do que reflexivos. Logo, mesmo eu abominando determinada banda, letra ou livro, não desejo que tais obras sejam
    proibidas, exceto se for comprovado que o seu conteúdo fere, de alguma forma, a noção de cidadania.

    4. Mas e se tivessem ofendido a sua família, você não reagiria? Ora, por óbvio que se um ataque à minha família fosse feito por
    alguma pessoa, eu tomaria as medidas necessárias para preservar a minha família dentro daquilo que é previsto em lei e, posteriormente, tomaria as medidas cabíveis de responsabilização do agente do ataque. E aqui entra um ponto que penso ser fundamental: se atacam àqueles que amo, é óbvio que minha primeira reação será passional. É nesse momento que a Justiça, enquanto instituição, deve atuar: como um elemento que visa equalizar a situação, diminuindo ao máximo os elementos emotivos no curso do processo. Diminuir ao máximo não significa eliminá-los. Isso seria impossível. Coloco aqui a necessidade de termos uma Justiça capaz de amenizar os elementos passionais para que uma
    decisão coerente e objetiva, dentro dos limites humanos de coerência e objetividade, possa ser tomada. Usar a ofensa pessoal como argumento de justificativa sempre resultará em um discurso recheado de passionalidade e, consequentemente, com um reduzido teor de racionalidade.

    5. Volto a um ponto que sempre sustento em minhas falas no História Online: quando uma exposição vem recheada de adjetivos, está claro que ela carece de conteúdo e tem de sobra sentimentalismo. Nestes casos, não há diálogo possível, pois o outro lado não quer debater. Ele deseja simplesmente disputar.

    6. Por último, é claro que todos podem discordar do conteúdo dos vídeos. Mas reforço o pedido: assistam ao vídeo em sua íntegra. Quando eu assisto a vídeos e ouço podcasts, tento prestar o máximo de atenção, anotar minhas discordâncias e, depois, ouvir novamente os trechos com os quais discordei para verificar se a discordância é conceitual, de opinião ou se foi resultado de uma má interpretação da minha parte. E confesso a vocês: já dei like em muito vídeo no qual discordei do conteúdo, mas a exposição foi tão honesta e bem feita que, apesar da discordância, o meu like significa que ali tem um trabalho de qualidade. Enfim, os pontos acima são comentários gerais.

    Fique aqui o convite para o debate (não para a disputa) sobre o que expus aqui.

    Forte abraço, pessoal!

  • Sempre fenomenal, me formei há alguns anos com seus ensinamentos e hoje ainda o acompanho, pois é uma fonte segura de opinião e informação.

  • Maravilhoso como sempre!!! Muito sensato. Eu particularmente nem assisti ao especial pq sei que não iria me agradar, porém, sei que tem pessoas muito diferentes e que podem gostar. Tem uma frase na Bíblia em que Jesus fala para os discípulos sobre pregar o evangelho e que se eles forem em uma cidade em que ninguém quer ouvir a mensagem eles deveriam agradecer e ir embora. Ninguém é obrigado a escutar/ver coisas que não o agradem mas n podem obrigar os outros a não escutarem/verem isso.

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